Gente que esclarece

Setembro Dourado: entenda o câncer infantojuvenil

Com mais de 300 mil casos pelo mundo, a campanha Setembro Dourado destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da doença

Todos os anos, mais de 300 mil crianças e adolescentes recebem o diagnóstico de câncer infantojuvenil no mundo. Segundo previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para 2018, o Brasil deve registrar 12.500 novos casos de câncer na faixa etária de zero a 19 anos. A condição representa ainda a primeira causa de morte (8%) por doença entre crianças e adolescentes no país. Entre os tipos mais incidentes nessa faixa etária estão leucemias (26%), linfomas (14%) e tumores do sistema nervoso central (13%).

“Diferente dos tumores que mais afetam a população adulta e cujo risco aumentado está relacionado em grande parte aos hábitos de vida, o câncer infantojuvenil não apresenta causas definidas que possam indicar formas de prevenção”, comenta Karine Corrêa Fonseca, oncopediatra do Grupo Oncoclínicas em Minas Gerais. “Por isso é tão importante promover campanhas que contribuam para o maior conhecimento das famílias e sociedade em geral sobre sinais que possam levar a um diagnóstico precoce da doença”, frisa.

A especialista explica que na fase inicial o câncer infantojuvenil pode apresentar sintomas comuns a outras doenças da infância, como febre, tosse e vômito. Dores de cabeça, inchaço abdominal, fadiga, perda de peso acentuada, tontura e surgimento de hematomas sem trauma estão entre outros indícios que não podem ser ignorados.

“Sintomas que aparecem de forma persistente e sem causa específica devem ser investigados. O câncer em crianças e adolescentes apresenta respostas muito positivas aos tratamentos, com alto potencial curativo – em especial quando identificado no início. Neste sentido, meu conselho é que os responsáveis atentem às queixas sobre qualquer alteração na saúde dos pequenos e não deixem de realizar o acompanhamento regular com um pediatra”, aconselha a Dra. Karine.

O Diretor Médico da Axial, Lenio Gavio, destaca a relevância do assunto e de um evento como esse. “Um dos maiores pilares para o tratamento de todos os pacientes, mais ainda os oncológicos. É atenção, apoio e humanização. Quando falamos em crianças, esse cuidado precisa ser maior ainda. As limitações físicas impostas temporariamente pela doença e pelo tratamento são especialmente doloridas nas crianças, que são forçadas a conhecer cedo demais as restrições e os impedimentos para determinadas atividades. Por isso ações como essa tão são importantes, por um lado para levar alegria a elas e por outro para envolver toda a sociedade nessa luta, de solidariedade, buscando ampliar o conhecimento de todos sobre a doença e sobre seu eventual diagnóstico precoce”

 

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