Gente que esclarece

Saiba as diferenças entre os cangurus ergonômicos e os não-ergonômicos

Apesar dos slings (carregadores de tecido) estarem conquistando cada vez mais adeptos, o canguru ainda é mais conhecido e utilizado no Brasil. E o que mais vemos nas ruas, é aquele em que a criança fica virada de frente para o mundo (mas também existem os que a criança fica virada para os pais e que não são ergonômicos) com as pernas penduradas. Eu cheguei a ter um desses na gestação da minha primeira filha, mas não conseguimos usar mais de uma vez, ela não ficava confortável e doía muito as nossas costas, só depois fui entender que ele não era ergonômico e por isso não era bom nem pra ela nem pra gente.

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Mas existem cangurus que são ergonômicos e obedecem a fisiologia do bebê e também de quem o carrega. É muito importante saber a diferença entre eles na hora de escolher para evitarmos problemas tanto para o bebê quanto para os pais.

Se observamos bem, nos cangurus não-ergonômicos, as perninhas do bebê ficam penduradas e o peso fica sobre os genitais, ao invés de ficar sobre o bumbum. As costas sofrem pressão, pois ficam retas e não curvadas, como pede a fisiologia dos bebês. Além disso, ao levar as crianças de frente para o mundo, as costas deles ficam ainda mais retas e eles ficam sem apoio nenhum para descansar quando se cansa do estímulo externo.

Outro problema é a falta de apoio para os pais que o carregam. Como o bebê fica pendurado, o peso fica sobre os ombros e o adulto precisa forçar para trás para conseguir levar o peso, pressionando a lombar.

Já o canguru ergonômico é mais difícil de encontramos pelas ruas. Nele, o bebê fica de frente para quem o carrega, com as perninhas em posição de sapinho, como se ele realmente estivesse sendo carregado nos braços. Nessa posição, que é a fisiológica, o peso cai sobre o bumbum, deixando o quadril relaxado e favorecendo o bom desenvolvimento da articulação do local, além da livre circulação do sangue.

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Canguru Ergonômico – Arquivo pessoal

As costas do bebê ficam levemente curvadas, sem pressão na coluna, obedecendo a fisiologia natural e o correto desenvolvimento da coluna. O bebê fica coladinho ao corpo dos pais, como em um abraço o que possibilita que ele descanse ou durma sempre que quiser, além de favorecer a amamentação.

Nesta posição, os bebês também costumam ficar mais tranquilos, já que conseguem sentir o cheiro e ouvir os batimentos cardíacos dos pais, o mesmo som que escutava quando ainda estava no útero.

Para os pais, o peso cai sobre os quadris, não tendo qualquer pressão na zona lombar, tornando muito mais leve e confortável levar seu bebê.

Mas atenção, observe o tamanho, idade recomendada e as orientações de segurança de cada fabricante.

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