Experiências, Gente que compartilha

Que mãe você quer ser?

Por Sheila Mendonça

O mês de junho começou com o tão esperado II Seminário de Mães. Sim, ele foi por mim e por várias outra mães que participaram do evento, um mês muito aguardado. Estávamos empolgadas com a possiblidade de passarmos um dia inteirinho nosso, só nosso. Mães de todo o País, 802, para ser mais exata, se reuniram no Hotel Ouro Minas em Belo Horizonte para discutir a mãe que queríamos ser para os nossos filhos.

Depois de cinco palestrantes maravilhosas, voltei para casa com um alerta na minha cabeça. Ao cruzar a porta de entrada, fui despejando presentes, alguns mimos que ganhei em cima das crianças e enquanto isso, despejava também minhas anotações em cima do marido. O alerta estava em querer ser melhor como mãe e para isso, precisaria de ajuda. Aqui em casa compartilhamos as tarefas. Ele trabalha fora e é claro que o trabalho doméstico acaba ficando mais comigo por causa das horas de trabalho externo à cumprir. Porém, sabemos que criar filhos é um desafio feito em conjunto. Colocamos as crianças para dormir, discutimos ponto por ponto abordado, alinhamos o que mudaríamos e o melhor caminho para criar filhos melhores e mais felizes. Mesmo assim por semanas a pergunta feita no seminário martelou na minha cabeça:

“- Que mãe você quer ser?”

Gostaria de ser uma mãe que acerta sempre. Que oferece o que há de melhor para os filhos, que dedica seu tempo e todo o carinho que há no mundo para cria-los de forma digna. Gostaria que eles não sofressem. Nem um pouquinho. Que houvesse outra maneira de se aprender na vida, que não fosse com os tropeços. Afinal, mesmo sabendo da importância dos joelhos ralados, que mãe gosta de ver seu filho sofrendo por qualquer motivo? Nenhuma, tenho certeza.

Sejamos realistas, então…

– Que mãe eu quero ser?

A mãe que eles lembrarão com orgulho, certos de que dei o meu melhor. Nem sempre o melhor da mães vem em beijos, abraços, consolo e colo. Há o melhor disfarçado em bronca, o melhor na vacina doída, o melhor no castigo dado para que aprendam o que é certo e errado. Há aquele melhor que eles só entenderão a importância quando precisarem aplicar a mesma “matéria estudada” na vida prática. Aí lembrarão quem ensinou disfarçada de bruxa o caminho a seguir. E há aquele melhor que eles só entenderão com a chegada dos seus filhos.

Só com a chegada de seus filhos, eles entenderão as noites em claro que passamos vendo-os dormir, conferindo a respiração, se estão cobertos e quentinhos.  O aperto no coração quando saem de férias e ficam alguns dias fora de casa, mas que parece uma eternidade. Só aí eles saberão o que é chorar de saudade dos filhos que você acabou de colocar no ônibus indo para a casa da Avó. Finalmente entenderão o que é ver algo bonito ou comer algo gostoso e em vez de aproveitar, lembrar o quanto os filhos gostariam de estar ali desfrutando da mesma experiência. E acabamos nem aproveitando nada, dada a tristeza de não tê-los ali por perto. Saberão por fim o que é dar o último pedaço do chocolate que o marido deu de presente e você estava guardando para um momento especial. E apesar de tudo, achar que está ótimo. Que nada disso importa. No fim das contas, eles descobrirão que jamais estarão só, que desde o primeiro chute na barriga, que inclusive, comemoramos como se fosse um gol, os filhos são a certeza de que mesmo nos dias mais solitários, basta olhar para o lado e vê-los ali por perto para o coração se encher de orgulho da pessoa linda que estamos criando e ficar mais quentinho de amor e aconchego.

– Que mãe eu quero ser?

A que eles se lembrarão desse jeitinho. Talvez eles não saibam dos detalhes dessa aventura que é ser mãe, mas tenho certeza que eles saberão o quanto foram amados. E para mim, apenas isso basta!  

Saiba tudo que aconteceu no II Seminário Internacional de Mães por meio da Sheila Mendonça, clique aqui!!

Sheila Mendonça é Relações Públicas e empreendedora. Inquieta, curiosa e amante por literatura, sempre viu nas crônicas de Mario Prata uma inspiração para transformar o cotidiano em textos bonitos e interessantes, que trouxessem leveza à vida com um toque de humor. Pensando nisso, criou o “Uai, mãe!?“, para dividir a rotina com os três filhos, contando suas dúvidas e receios, compartilhando com outras mamães sua experiência de forma leve e descontraída.

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