Gente que esclarece

Pesquisa aponta: quase todos os pais brasileiros querem que seus filhos saibam mais sobre ciência

O Brasil foi um dos 14 países participantes do primeiro Índice Anual da Situação da Ciência (State of Science Index – SOSI), um estudo global da 3M expondo as percepções da população em geral em relação à ciência. Uma curiosidade é que mais da metade (56%) dos brasileiros participantes se sentiram mais entusiasmados com a ciência quando criança do que agora. No entanto, quase todos os pais brasileiros querem que seus filhos saibam mais sobre ciência.

Os brasileiros ainda são mais propensos do que a média global a se arrepender de não prosseguir uma carreira na ciência (52% contra 46%, respectivamente). A pesquisa sobre a ciência foi realizada em 14 países de forma independente e foi encomendada pela 3M, uma empresa global de ciência e inovação, e conduzida pela Ipsos, empresa global de pesquisa de mercado. O estudo explora a imagem da ciência em todo o mundo.

“Nós nos propusemos a pesquisar sobre o que o público em geral pensa e sente sobre ciência e seu impacto no mundo. A ciência é valorizada e confiável ou não é reconhecida?”, afirma John Banovetz, diretor global de tecnologia da 3M.

Confira outros dados do Brasil

Brasileiros são mais otimistas em relação a ciência e entendem o impacto da ciência mais do que a maioria dos outros países do mundo, mas não veem o país com líder em avanços científicos.

  • Sobre expectativas sobre ciência no futuro, os brasileiros estão entusiasmados e otimistas quanto ao impacto futuro da ciência:

66% pensam que os melhores dias da ciência ainda estão por vir.

63% estão entusiasmados com o impacto futuro da ciência na sociedade.

Três em cada quatro (76%) pensam que vão ver a cura do câncer em vida.

A metade (51%) pensa que teremos carros voadores durante a sua vida.

  • No Brasil, astronautas e jogadores de futebol são igualmente populares. Quando perguntados se preferem jantar com o jogador Neymar ou o astronauta Marcos Pontes a resposta foi:

51% Neymar X 49% Marcos Pontes

  • Já cantores superam doutores. Preferem jantar com:

58% Ivete Sangalo X 42% Celina Turchi* *(descobriu a relação entre Zika e microencefalia)

  • Brasileiros são otimistas quando se trata de ciência.

Quando brasileiros escutam a palavra “Ciência” eles se sentem…

94% esperançoso ante de desencorajado 6%

88% fascinados versus 12% entediados

90% acreditam que a ciência impulsiona a inovação

85% acreditam que o mundo é um lugar melhor graças à ciência

  • Os brasileiros entendem o impacto da ciência mais do que a maioria dos outros países do mundo.

83% pensam que a ciência é muito importante para a sociedade e 72% dizem que é muito importante para a vida cotidiana (versus média global de 63% e 46%, respectivamente).

Cerca de um terço acredita que a ciência tem um impacto completamente positivo em sua vida cotidiana (34%) e na sociedade (37%) hoje, significativamente maior do que a média global (22% e 24%, respectivamente).

  • Os brasileiros não veem seu país como um líder em avanços científicos:
    74% acreditam que o Brasil está ficando para trás de outros países quando se trata de avanços científicos.

42% acreditam que o financiamento inadequado para a pesquisa científica é o maior obstáculo para os avanços científicos no futuro.

84% acreditam que outros países atribuem maior valor à ciência do que o Brasil.

Metodologia de estudo

A Ipsos realizou o estudo com 14.036 adultos em 14 países, entre 14 de junho de 2017 e 26 de agosto de 2017. A pesquisa foi realizada por meio de uma combinação de entrevistas on-line e offline. Aproximadamente mil pessoas maiores de 18 anos foram pesquisadas em cada país. Os países participantes foram: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, México, Polônia, Arábia Saudita, Singapura, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. A amostra para cada país foi nacionalmente representativa com base na idade, gênero, região e raça/etnia (quando aplicável). No nível de confiança de 95%, a margem de erro para o total global de 14 países é de +/- 0,83 pontos percentuais. Os países emergentes e desenvolvidos foram agrupados da seguinte forma:

• Desenvolvido: Canadá, França, Alemanha, Japão, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos

• Emergentes: Brasil, China, Índia, México, Polônia, Arábia Saudita e África do Sul

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