Cotidiano, Gente que inspira

Meu filho me transformou em uma pessoa melhor

Mais um texto da nossa colunista Aline Fardin! Confira!!

Esses dias li um artigo e comecei a refletir várias atitudes que tomei como uma mãe de primeira viagem. Me bateu um arrependimento! Como gostaria, se por ventura pudesse, voltar no tempo. Rebobinar a fita, como se dizia antigamente e começar do zero, tenho certeza que faria muita coisa diferente!

Mas para chegar nesse ponto que estou hoje, olhar para trás e ver que poderia ter feito diferente, precisei sim cometer esses “erros”. Erros que para muitos passaram despercebidos, mas para mim não.

A maternidade nos faz repensar sobre nossos atos, nosso modo de pensar e agir diariamente, pelo menos aqui é assim. Fico pensando se estou educando corretamente, se estou ajudando um ser humano a se desenvolver usando todo seu potencial, se estou passando os valores corretos, se estou auxiliando ele a se tornar um homem de bem e principalmente feliz! Ah como gostaria de poder voltar no tempo e curtir mais meu recém-nascido com a experiência e o pensamento que tenho hoje, como gostaria de ter me informado mais sobre a humanização do parto e do nascimento, como gostaria de estar mais empoderada há 3 anos atrás….

Uma coisa é certa o tempo não volta! E ficar aqui chorando pelo leite derramado não vai resolver nada. Então, vamos tirar proveito das experiências que tivemos anteriormente para fazer diferente da próxima vez, se houver próxima vez claro. Se não houver ,de alguma forma essas experiências serviram para nosso amadurecimento como ser humano e isso não podemos negar.

E temos que ter em mente que mesmo assim poderemos cometer erros, talvez não os mesmos mas outros, o importante é agirmos com o coração e ter a certeza que estamos fazendo o nosso melhor naquele momento.

Quando nasce um filho certamente nasce uma mãe, e essa mãe está trilhando um caminho junto com seu filho sempre pensando no melhor para ele, então se algo saiu errado, se nos arrependemos por algumas atitudes, foi com certeza tentando fazer o melhor e era o melhor que poderíamos fazer naquele momento. Um momento mágico, transformador, mas cheio de dúvidas, medos e despreparo.

Espero que um dia meu filho possa ler esse texto e ter a certeza que tudo que fiz e faço é para o bem dele, me desculpar se por muitas vezes não compreendi seu choro, das vezes que não tive paciência com ele ou quando usei do meu autoritarismo para resolver uma situação.

Sou humana e passiva de erros, mas tenho certeza que hoje não sou a mesma de 3 anos atrás e isso devo a você meu filho que me ajudou a me tornar uma pessoa melhor, obrigada!

Aline Fardin Cabral, mãe do Guilherme, casada com Marcelo, graduada em Psicologia pela UniPaulistana. Sócia fundadora do projeto Nosso Bem Maior, que é um projeto direcionado para pais encontrarem um caminho de apoio e serviços relacionados ao universo da maternidade/paternidade, desde o desejo da concepção até a educação de seus filhos.   (www.nossobemmaior.com.br / facebook.com/nossobemmaior)

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