Cotidiano, Gente que inspira, Infância

Gente que quer conhecer o mundo com os filhos

Uma das indiretas mais compartilhadas na página, é a que contém a frase: gente que quer conhecer o mundo com os filhos. E sempre que eu a posto, fico observando os comentários e conversando com alguns casais sobre viagens com crianças.

Acontece que sempre gostamos muito de viajar, assim como muitas dessas famílias. Muitas contam as experiências de viagens antes e depois dos filhos e que a vontade e o sonho de conhecer outros lugares só aumentou depois da maternidade/paternidade.

Com a gente não foi diferente. Quando apenas namorávamos (eu e meu marido) e não tínhamos filhos, viajar era (e ainda é) uma das coisas que a gente mais gostava. Qualquer feriadinho, folguinha era motivo para cairmos no mundo. E nessas, passamos por várias aventuras. Já dormimos no carro, nossa barraca já foi encharcada pela chuva, já rodamos cidades a pé e sempre que passávamos por uma situação assim, a gente pensava: com uma criança teria que ser tudo diferente.

E de fato, depois do nascimento da Júlia, viajar não é mais tão prático, mas nem por isso deixa de ser prazeroso e divertido. A gente se planeja mais, escolhemos destinos em que sabemos que elas (e agora a Isadora) vão se divertir e que tem estrutura para qualquer imprevisto.

Viajar sempre foi pra gente, algo que contribui para chegarmos mais perto de quem gostaríamos de ser. Nos enriquece e nos transforma.

Ter filhos mostrou um novo sentido aos nossos sonhos de continuar viajando e conhecer novos lugares, viver novas experiências e não acabou com eles como muita gente pensa. O que eu mais ouvia quando estava grávida e dizia que queria continuar viajando e que queria passar essa paixão para minha filha, era que eu não conseguiria fazer isso com filhos.

Ao contrário, minhas filhas nos trazem um olhar infantil, puro e surpreendente sobre lugares e as pessoas. Fazem amizades, que muitas vezes passariam despercebidas pelo nosso olhar de adulto. Encaram cada viagem como uma aventura surpreendente.

As lembranças mais fortes que tenho na infância, não foram os brinquedos que ganhei, ou as roupas que vesti, são das viagens que fazia com meus pais e minhas irmãs. Sempre de carro (na época, a gente nem sonhava em viajar de avião) e destinos nada elaborados. Mas existia uma magia tão gostosa nas viagens, acho que era pelo fato de estarmos todos juntos, vivendo muitos momentos em família, descobrindo coisas novas, mesmo que fosse na mesma casa daquela tia distante.

Minha família me deixava viver todas as experiências com intensidade e fazia de cada pequeno ou grande roteiro, momentos únicos que eu jamais vou esquecer.

Assim como meus pais, se deixaram levar pela nossa inocência de crianças em nossas viagens, eu me deixo me levar pelas as das minhas filhas! Que elas me mostrem, melhor de todo lugar que formos, de cada pessoa que encontrarmos e que quando crescerem compreendam que melhor que ter, é viver!

Imagem: Arquivo pessoal

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