Conversa Materna, Filhos, Gente que esclarece, Maternagem

Escolha suas batalhas

Mês passado nós tivemos a alegria de receber o Thiago Queiroz do blog Paizinho, Vírgula! aqui em nossa cidade para uma conversa deliciosa sobre criação com apego. Sabe aquelas tardes que te restauram? Pois é, foi uma dessas. Muitas famílias ali buscando melhores alternativas na criação dos filhos com mais respeito e amor, muita troca de experiências, desabafos e mais um monte de sensações maravilhosas, causadas por saber que existem muita gente nesse barco.

E umas das frases que mais me marcaram naquela tarde foi: escolha suas batalhas! No dia a dia da maternidade, em nossa vivência real, passamos por tantas situações que provocam tantos sentimentos diferentes e solicitam posturas diferentes que escolher como vamos lidar com elas é essencial para mantermos o controle, deixar o estresse longe e poder, de fato, ser a mãe ou o pai que desejamos ser.

E essa escolha não tem nada a ver com não dar limites, mas compreender a criança e o momento em que ela se encontra, e principalmente entender o porquê dela necessitar ter aquela atitude. Um exemplo que vivi na minha primeira filha e conseguimos mudar na segunda é a preparação do ambiente. Nem consigo me lembrar das brigas que eu arrumava por não deixar a Júlia pegar enfeites e outras coisas, se a única coisa que eu precisava fazer era tirar as coisas do alcance dela. Simples assim!

Essa experiência com a Isadora resultou em um ambiente mais gostoso, seguro e diga-se de passagem, muito mais fácil de limpar. Essas e tantas outras situações que acontecem e muitas vezes geramos conflitos porque não praticamos a danada da empatia, a verdadeira empatia. Nas palavras do Thiago:

Às vezes, estamos proibindo nossos filhos de fazer algo por puro cansaço, costume ou falta de paciência. Isso é normal, mas precisamos também lembrar que nossos filhos são movidos por muitas coisas, e uma delas é o senso de curiosidade. Será que não vale a pena deixar seu filho saciar sua curiosidade, ao invés de entrar em uma briga com ele várias vezes ao dia? Qual seria o problema real de dizer um “sim” dessa vez?

Via Paizinho, Vírgula: http://paizinhovirgula.com/a-arte-de-nao-dizer-nao-como-educar-positivamente/

Cresci escutando que bebês manipulavam, que o lugar de filho dormir era no berço, que ficavam mal acostumados e mimados. Pelas lições de alguns pediatras e pessoas conhecidas, não pareciam bebês com seus sentidos e sentimentos ainda em formação esperando que alguém os compreenda, orientem e os ame, mas sim, pequenos manipuladores com planos super elaborados para desconsertarem nossas vidas.

E quando fica difícil desvencilhar desses “ensinamentos”, o melhor caminho é seguir a bendita da intuição, procurar alternativas através de experiências de pessoas comprometidas ou informações de qualidade. Pesquisar sobre disciplina positiva abre muito a mente para caminhos de uma criação com respeito pelo ser humano da criança.

É pensar em como quer ensinar as coisas desse mundo para os filhos. Sempre pensar o que uma determinada atitude vai representar como ensinamento para eles, como exemplo de como devem agir na vida, vale muito mais do que qualquer tentativa de impor limites por meios de pura hierarquia ou submetê-los à  situações de condicionamento.

Já refletiu sobre o que uma palmada ensina? Tem um texto maravilhoso no blog Cientista que virou mãe que traz uma bela reflexão sobre o assuno.

Não ter receio de encarar a maternidade como uma construção, nem vergonha de erros e escolhas do passado. O importante é buscar sempre formas mais amorosas e respeitosas de ajudarmos esses pequenos a crescerem nesse mundo.

Umas das coisas mais maravilhosas da maternidade é que sou uma mãe bem diferente de quando fui mãe da Júlia, de quando fui mãe da Isadora. Sou uma mãe bem diferente da semana passada, de ontem de algumas horas atrás, por que sim, a maternidade é essa coisa dinâmica e que se assim não fosse, não seria a maternidade.

Mudamos porque aprendemos com nossos filhos com nossas reflexões, com outras mães, com nossas experiências e com informação de qualidade. E como é bom mudar! Mudar e ver que podemos e devemos fazer nossa parte e conhecimento junto com nosso instinto é quem deve guiar nossas ações, não deixando em nenhum momento de nos colocarmos no lugar de nossos filhos, como crianças que são e como devem ser tratados.

 

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