Gente que esclarece

Dicas para manter a boa saúde bucal dos filhos desde o nascimento

Um sorriso bonito é um dos melhores cartões de visita de qualquer pessoa e, para ter os dentes saudáveis, os cuidados devem começar desde o nascimento do bebê. De acordo com Dr. Jofre Cabral, Pediatra e Gerente da UTI Neonatal da maternidade Perinatal Laranjeiras, esses cuidados iniciam desde a amamentação no seio materno. “A amamentação, além de ser a melhor alimentação para o bebê até os seis meses, tem diversos benefícios, como estimular o bom desenvolvimento não só dos dentes, como de toda a face, prevenindo o uso prolongado da chupeta e as deformidades da arcada dentária”, diz o médico.

Antes dos dentes começarem a surgir, a assepsia da gengiva, bochecha e língua deve ser feita com um tecido macio e limpo como gaze ou fralda, umedecido em água. “Hoje existem limpadores de gengivas que são encontrados em todas as farmácias, de diferentes marcas e formatos, alguns em silicone outros em tecido. Os pais devem utilizar água filtrada ou mineral nesta fase da higienização bucal”, explica Dr. Jofre que também alerta sobre os cuidados com a higiene bucal noturna. De acordo com ele, é preciso ficar atento a fim de evitar a famosa cárie da mamadeira noturna. “Mesmo com leite materno deve ser feita a higiene bucal. Durante o sono diminui-se a salivação que previne a cárie”, diz o médico.

Quando surgirem os primeiros pré-molares, a limpeza deverá ser feita com uma escova de dente macia e sem utilizar pasta de dente, apenas molhada em água limpa. Os dentes devem ser limpos após a ingestão de alimentos e de qualquer medicamento, como as vitaminas ou antitérmico, por exemplo. Até que completem quatro anos, não se deve utilizar pasta de dentes comuns, pois a crianças ainda não é capaz de cuspir e pode ingerir o flúor da pasta.

Segundo Dr. Jofre, as pastas sem flúor podem ser utilizadas, mas é importante que os pais se certifiquem de que a marca comprada realmente não contém flúor. Aos quatro anos, quando a criança já é capaz de cuspir toda a pasta de dente após a escovação, uma pequena quantidade passa a ser recomendável. Dos três aos sete anos, a criança pode e deve escovar os próprios dentes sozinhos. “Executar a tarefa sozinha incentiva o hábito, mas os pais ou o responsável sempre devem complementar a limpeza”, afirma o pediatra que também faz um importante alerta: “a cárie é uma doença contagiosa, por tanto nada de soprar o alimento para dar ao bebê”.

Entre os seis e sete anos, inicia-se a troca dos dentes de leite pelos dentes permanentes, que se completa ao redor dos 12 anos de idade, e o uso de fio dental pode e deve ser inserido na higienização. Os doces podem ser um grande vilão, pois facilitam o surgimento de cáries. Evitar o consumo de alimentos com açúcar entre as refeições é a melhor estratégia. Quando não for possível impedir o consumo, os dentes das crianças devem ser escovados após comerem comidas adoçadas. Os pais devem levar suas dúvidas sobre os cuidados com os dentes da sua criança para os profissionais de saúde que a estão acompanhando.

Odontopediatra

A primeira visita ao dentista infantil, o odontopediatra, pode ser a partir do nascimento dos primeiros dentinhos, em torno do 6º mês de vida, e as visitas devem ser regulares a cada 06 meses. Os cuidados começam antes da erupção dentária, os dentes de leite merecem todo cuidado, pois eles guiam o nascimento dos dentes permanentes. “O importante é a prevenção da cárie e que a criança se acostume com o ambiente e com o dentista, tudo sem dor”, diz Dr. Jofre. Evitar é muito melhor do que remediar, pois se for à consulta já com cárie vai necessitar de anestesia. Por isso é válido que até o primeiro ano a criança já tenha tido uma consulta de odontopediatria.

Alteração da coloração

Corantes fortes, algumas patologias como sarampo, varicela, traumas dentários e doenças crônicas, como fibrose cística e porfirias, podem alterar a coloração dos dentes e deve haver acompanhamento odontopediátrico de rotina. Na década de 60, faziam-se uso de antibióticos do grupo das tetraciclinas que dificultava a formação do esmalte e da dentina, acarretando o escurecimento dos dentes. Dr. Jofre desmistifica a ideia de que o antibiótico ‘estraga’ os dentes: “Hoje, sabemos que esses antibióticos desse grupo não devem ser usados durante a fase de formação dentária”. Contudo, ele alerta que o medicamento pode provocar a cárie pelo veículo xaroposo, açucarado e então uma boa higiene bucal após a ingestão evita essa complicação. “Crianças que necessitam de antibiótico cronicamente precisam uma atenção maior”, frisa o médico.

Chupetas

O uso de chupeta por tempo prolongado pode acarretar alterações com deformidades bucais, como mordida aberta ou cruzada. Quando removida a chupeta até o 2º ano de vida, essas desarmonias bucais podem melhorar espontaneamente. “O recomendado é não utilizar a chupeta o tempo todo, não usar prendedores de chupeta que facilitam o vício, retirar a mesma do campo de visão da criança, só utilizar no momento de tensão emocional para acalentar a criança, não permitir que durma direto com a chupeta, retirando tão logo que possível” recomenda Dr. Jofre.

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