Gente que esclarece, Maternagem

Como ser uma boa mãe? 12 dicas não tão óbvias

A maternidade é única., não temos dúvida, para cada mulher, em cada contexto terá um significado e proporcionará uma experiência. Mas sabe aquelas coisas que parecem, mas não são tão óbvias e que muitas vezes nos esquecemos. O blog Zen Habits traz algumas delas em um texto lindo traduzido livremente pelas meninas do Tudo sobre minha mãe, confira:
  1.  Continue sendo você mesma. Você não precisa desistir das suas paixões e interesses só porque você é mãe. É importante que você encontre tempo para fazer o que gosta: ler, escrever, praticar esportes – faça dessas coisas uma prioridade e dê um jeitinho de incorporá-las no seu dia-a-dia. Muito fácil falar, né?  Como se depois da maternidade houvesse tempo para fazer tudo que gostamos… Mas o importante é ter isso como uma meta. Mesmo que você não consiga fazer suas coisas com tanta frequência como antigamente, só o fato de se preocupar com as suas próprias necessidades, fará de você uma pessoa mais feliz e consequentemente você vai exercer suas funções de mãe melhor também. Já falamos sobre isso em outro post aqui no blog de mãe.
  2. Não seja um mártir. Seus filhos não pediram para você se sacrificar tanto assim. Eles não precisam disso e também não querem pagar o preço de serem criados por um mãe sofredora. Você precisa de um tempo sozinha? Deixe as crianças assistindo um pouco de televisão e vá ler um livro. Precisa conviver com pessoas adultas? Deixe eles com o pai uma noite e vá jantar com uma amiga.  Chegar no estágio, no qual você está mortalmente cansada, não é bom para você, nem para as suas crianças.
  3.  Não tente ser perfeita. Isso vale para a vida em geral e vale muito para a maternidade. Com tantos imprevistos, é impossível que tudo saia sempre da maneira como você planejou, então relaxe um pouco. Aceite que às vezes a casa vai ficar bagunçada, que vocês vão ter que comer comida pronta eventualmente e que as crianças vão ter que se ocupar sozinhas para você recarregar suas baterias.
  4. Se livre da culpa. Culpa é um dos efeitos colaterais mais comuns da maternidade e não ajuda em nada: é perda de tempo e de energia. Quando você tomar uma decisão, seja ela grande ou pequena, evite ficar remoendo a decisão tomada. Ninguém é perfeito. Você não é perfeita, e irá sem dúvida, cometer erros. Se você ama seus filhos e cuida das necessidades básicas deles, eles vão ficar bem. Sério.
  5.  Seja paciente. Criar filhos dá mesmo muito trabalho. Eles fazem mil perguntas,  aprontam a maior bagunça e precisam de você o tempo todo. Claro que você vai perder a paciência de vez em quando, mas na maioria das vezes respire fundo. Olhe para eles enxergando o que eles realmente são: criaturinhas inocentes que precisam do seu amparo.
  6. Escute as crianças. Mas escute de verdade. Nós temos a tendência a acreditar que sabemos mais que nossos filhos – o que é verdade muitas vezes. Mas a gente acaba dando uma ignorada no que eles estão falando para agir como se a solução de todos os problemas estivesse em nossos conselhos. Há alguns meses, minha filha de 8 anos me contou que estava tendo problemas com uns colegas da escola. Imediatamente eu comecei a despejar conselhos nela. Ela ficou decepcionada. Na verdade não queria conselhos, queria apenas poder falar e ser ouvida.
  7. Seja a mãe dos seus filhos, não a “amiguinha”. Imponha limites. Nossos pais e avós não tinham nenhum problema em impor limites. Pais eram pais. Filhos eram filhos. E os pais deviam ser obedecidos. Hoje em dia, famílias são democracias. A gente negocia, convence o outro do contrário, e escuta a opinião de todo mundo. E apesar de isso ser super legal, as crianças precisam que a gente continue exercendo nossos papéis de pai e mãe e que imponhamos limites quando necessário.  Nós devemos escutá-los e respeitar suas opiniões mas nós não somos pares, não somos seus “buddies”. Quando eu era criança e brigava com a minha mãe, eu sempre a ameaçava com um: “Então eu não serei mais sua amiga!” . Ela respondia com toda a calma do mundo: “Tudo bem, porque você não é minha amiga. Você é minha filha.” Eu ficava louca com a minha mãe, mas ela tinha razão.
  8. Pregue a simplicidade. Você vai estar fazendo um grande favor para os seus filhos se você ensiná-los desde pequenos, que a felicidade não tem nada a ver com o acúmulo de coisas materiais. Quanto mais novos eles são, mais propensos estão a escutar, então comece o quanto antes. Aqui em casa, às vezes promovemos um “faxinão” para jogar fora coisas que não estamos usando e as meninas sempre participam. Nesses momentos nos damos conta de como acumulamos um monte de coisa que não precisamos. A gente também não sai para comprar, assim como esporte. As meninas sabem que comprar é necessário, mas é para quando a gente de verdade precisa de alguma coisa e não como recreação. Nós pegamos livros na biblioteca em vez de comprar e tentamos reutilizar ao máximo as coisas. Estamos orgulhosos da nossa casa livre de tralhas e objetos inúteis.
  9. Não pressione demais as crianças. Eu, pessoalmente fui criada para conquistar o mundo. E eu posso assegurar que isso não leva a felicidade. Claro que eu quero que meus filhos sejam bem sucedidos. Quero que eles atinjam o potencial máximo deles e tenham segurança financeira no futuro. Mas estou tentando não estressá-los demais em relação ao sucesso na escola e nas atividades extra curriculares.
  10. Ajude-os a desenvolver autoestima. Autoestima é uma das coisas mais bacanas que podemos deixar de legado para nossos filhos. Uma pessoa com uma autoestima bem elaborada não vai entrar e/ou ficar num relacionamento furado. Alguém que se ama provavelmente terá mais chances de ser feliz e atingir seu potencial. E como podemos ajudá-los a virarem pessoinhas autoconfiantes? Antes de mais nada mostrando a eles que nós os valorizamos: passando tempo com eles, conversando e escutando o que eles têm a dizer.
  11. Ensine-os a serem independentes. Difícil para caramba, porque como mães, estamos sempre tentadas a ajudar as crianças. Mas se a gente sempre fizer tudo por eles, estamos impedindo que eles aprendam a fazer coisas sozinhos. E para cada idade e nível de desenvolvimento existem coisas que podem ser feitas por eles mesmos. Deixe as crianças livres para fazerem o que elas sabem fazer e o que é apropriado para suas idades.
  12. Se divirta! Quando a gente é mãe, é tão fácil ser absorvida pelo cotidiano e por toda a logística que a gente tem que coordenar para as coisas funcionarem, que a gente esquece de relaxar e se divertir.  Criança é um negócio maravilhoso. Ter crianças é uma oportunidade de ser criança outra vez,  de fazer e ver coisas que você nunca achava que ia fazer de novo, de encarar o mundo com inocência e curiosidade. Fazia tempo que você não observava borboletas coloridas por aí, não é verdade? Mas você volta a reparar nelas quando você tem filhos.
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Da Redação

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