Gente que compartilha

Brincar de carrinho é coisa de…. criança!

Infelizmente ainda temos (como sociedade) uma visão muito fechada em relação às brincadeiras de criança. Vemos isso pelos setores diferenciados nas lojas de brinquedos, vemos isso nos parques, vemos isso na fala dos tios, vemos isso nos playgrounds.

Menino não brinca de boneca e meninas não chegam perto de carrinho. Quantas e quantas vezes ouvimos isso, não só em relação a brinquedos, mas às cores, desenhos animados. Parece que o mundo é dividido entre masculino e feminino.

Pouco se reflete sobre a importância do brincar, do brincar como exercício para a vida. E pensando nisso, meninos e meninas precisam brincar de tudo, afinal, homens e mulheres cozinham, cuidam dos filhos, dirigem, trabalham fora.

As profissões e os trabalhos que escolherão no futuro não vão depender exclusivamente do gênero, e quantas talentos são perdidos pela classificação que fazemos das coisas e que começa na infância.

Tenho, em especial, uma filha que ama carrinho, adora dirigir, empilhar, lavar. Ganhou da tia um conjunto de lava-jato no Natal e ficou louca, assim como brinca de cozinha, lava passa, cuida das “filhas”. Mas também sai para trabalhar fora, brinca de passear, de ir às compras. E assim ela vai aprendendo sobre a vida.  

Mesmo com todo o nosso incentivo para brincarem do que quiserem em casa, na escola e na rua sempre sofrem questionamentos e voltam na dúvida. É difícil muitas vezes explicarmos e exigirmos que sejam livres para brincarem em outros ambientes.

Com tantos desafios diários da maternidade, está aí uma coisa que não era preciso nem a gente se preocupar, se todo mundo enxergasse uma igualdade de capacidade para lidar com tudo, começando com as crianças e terminando em nosso dia a dia como adultos.

Sobre o Autor:

Bárbara Vitoriano

Mãe apaixonada da Júlia e da Isadora, Jornalista, apaixonada pela profissão, por livros, fotografia e por seus blogs. Descobriu um mundo totalmente novo depois da maternidade, se apaixonou por ele e veio os blogs, novos trabalhos, novas paixões e uma nova e emocionante forma de ver e viver a vida. Do site: Bárbara Vitoriano Blog



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