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Alunos de escola pública do DF criam cadeira de rodas movida por expressões faciais

Vejam que belo exemplo:

Alunos do 5º ano de uma escola pública em Ceilândia, no Distrito Federal, desenvolveram em sala de aula uma cadeira de rodas motorizada impulsionada por movimentos faciais. Uma série de equipamentos registra os movimentos do rosto e os decodifica, “dizendo” ao motor da cadeira para onde ir. A invenção concorre ao prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação.

Sentado na cadeira com um capacete acoplado à cabeça e um laptop no colo, o estudante Gabriel Teixeira, de 10 anos, já é experiente em demonstrar como funciona o protótipo. Ele explica que com um meio sorriso à esquerda ou à direita, é possível indicar para qual direção a cadeira deve se virar. Para se mover para a frente, basta levantar as sobrancelhas.

A cadeira, que custa R$ 7 mil, foi emprestada para o projeto. O restante do equipamento custou R$ 300, pagos pelo professor Marcelo Almeida, da Escola Classe 25, que liderou o projeto. O veículo se move a até 7 km por hora e tem uma bateria recarregável para 30 horas de uso.

“O projeto atenderia qualquer pessoa que só pudesse mexer do pescoço para cima e nem pudesse mexer no joystick”, disse o professor. “Qualquer movimento muscular é suficiente para movimentar o sistema. Até da língua.”

Segundo o professor, o equipamento pode ser ‘treinado’ para obedecer a quaisquer movimentos faciais. “Se quiser piscar o olho e treinar para a frente, ele treina”, disse.

Almeida diz que o próximo passo do projeto é desenvolver um braço robótico seguindo o mesmo princípio de movimentos faciais. “Vamos colocar sensores na cadeira para identificar obstáculos à frente. Com o braço robótico a pessoa vai poder se alimentar, pegar objetos, e fazer coisas para ficar um pouco mais independente e ter mais autoestima”, disse.

Via: G1

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